AM-Motores

Renato Pita celebra 20 anos de carreira com projeto arrojado para 2025

RENATO PITA CELEBRA 20 ANOS DE CARREIRA COM PROJETO ARROJADO PARA 2025 WRC 5 de Fevereiro, 2025 Será a 15 de Março que o piloto vianense Renato Pita irá apresentar o seu plano desportivo para 2025. Ligado aos ralis desde 2005, e depois de competir assiduamente na Madeira nos últimos quatro anos, o piloto fará este ano a sua estreia no Campeonato de Portugal de Todo Terreno representando pela primeira vez as cores da Shell, numa parceria inovadora com a DISA Lusitânia. Para além desta aposta arrojada no Todo Terreno, os ralis não serão esquecidos e nos planos do piloto natural de São Salvador da Torre está igualmente a presença no Campeonato de Portugal de Ralis aos comandos de um veículo de 2 rodas motrizes da categoria Rally4, projeto que será igualmente revelado em breve. Para esta nova temporada, o piloto será navegado pela madeirense Bárbara Ferreira, avança a RTP Madeira. Renato Pita afirma que “é com grande satisfação que abraço esta parceria com a Shell, uma marca de prestígio no sector automóvel. Este apoio reconhece o trabalho desenvolvido ao longo da minha carreira e é um incentivo para enfrentar os próximos desafios.” Por seu lado, Guilherme Marques, membro da Comissão Executiva na DISA Lusitânia refere que “apoiar o Renato Pita reforça o nosso compromisso com a segurança e a inovação no desporto automóvel. Estamos muito entusiasmados com esta parceria que celebra os 20 anos de carreira de um piloto de referência.” Renato Pita conta ja com mais de 100 participações em provas nacionais e internacionais, somando 26 vitórias e 7 títulos, dos quais se destaca a vitória no Tour European Rally 2WD Trophy em 2017. A apresentação oficial da nova época terá lugar na cidade natal do piloto, Viana do Castelo. Alto Minho (2) Entrevistas (1) WRC (4)

Entrevista – Sérgio Paiva

ENTREVISTA – SÉRGIO PAIVA WRC 3 de Fevereiro, 2025 Sérgio Paiva, 70 anos de idade, natural de Lourosa, apresenta-se como um dos maiores nomes dos ralis em Portugal. Multifacetado na sua carreira, conta com inúmeras participações emprovas como circuitos de velocidade, karting, todo-o-terreno (muitas ao lado e uma ao volante), ralis (à direita e como piloto), perícias, rampas e até hovercraft, mas foi comonavegador de ralis que a sua brilhante carreira se notabilizou. São, até agora 340 ralis feitos na “arte de cantar notas” com pilotos tão distintos como Fernando Bernardes, Rufino Fontes, José Pedro Fontes, Rui Lages, João Andrade, “Mex” ou Pedro Matos Chaves com quem amealhou dois títulos de Campeão Nacional de Ralis nas temporadas de 1999 e 2000 entre os imensos resultados dignos de destaque, como outrostítulos, ao longo dos 51 anos de carreira deste popular professor do 1º Ciclo residente em Vilado Conde durante trinta e oito anos e agora numa freguesia a norte de Arcos de Valdevez. Fez também 34 ralis como piloto. No 30º aniversário do nosso “Suplemento Especial do Rali de Portugal”, fomos conhecer um pouco melhor uma das personagens mais marcantes da história do automobilismo português. AM-Motores (AMM): Conte-nos um pouco da sua história. Como nasce a paixão pelosautomóveis e pelas corridas? Sérgio Paiva (SP): Em criança, o meu pai teve um Hillman Minx Saloon de 1948 que comprouao “Amigo Velho”, Senhor Fontes, pai do Rufino e avô do Zé Pedro e, quando o motor se cansou, adquiriu outro numa sucata; dos dois, eu ajudei-o a fazer um que funcionasse.Comecei a perceber a mecânica e o nome das peças que compunham aquele “relógio”. Porvezes, guiava aquele carrinho ao colo do meu pai e, lembro-me bem ainda hoje, quandoseguíamos para a terra da minha mãe, Arouca, na zona se Cabeçais e à saída de uma curva para a direita, ultrapassei um carro muito lento que ia à nossa frente a estorvar! O meu pai gostou e elogiou muito essa manobra e, talvez por isso, o “bichinho” nasceu. AMM: E a sua estreia dá-se em que circunstâncias? Foi “obra do acaso” ou tinha esse sonho de vir a participar nas competições? SP: É claro que eu gostava de guiar, mas era impossível fazê-lo; eu estudava no Colégio deErmesinde (interno a meu pedido) e os meus pais, mesmo que pudessem, acho que não meiriam ajudar. Em 1972 eu era frequentador do Café/Restaurante Piscinas de Lourosa, comooutros amigos, nomeadamente o Fernando Bernardes e o Rufino Fontes. Todos gostávamos dedesporto automóvel (nesse ano e em 73 fui, de autocarro e comboio, ver o Circuito de Vila doConde e, de boleia, a Vila Real) e, como no início do ano seguinte, havia o Campeonato deIniciados, pensámos participar. O Rufino iria com o seu cunhado, Valdemar Guimarães, eu com o Fernando Bernardes e ainda outra equipa formada pelo “Quinzinho” e o Alberto Lima.Seríamos três duplas de Lourosa. Acabámos por ver essa tripla de duplas ser reduzida para uma, a nossa; comecei com o Fernando. O Rufino começaria apenas em 74, numa altura emque o Campeonato foi no fim do ano. AMM: Recorda certamente essa estreia. Qual foi e com quem foi a sua primeira prova?Consegue-nos resumir como foi o seu primeiro rali? SP: Comecei no dia 13 de janeiro de 1973 com o Fernando Bernardes, num simples VW 1302 sem qualquer preparação, no Rali do Sport Clube do Porto. A saída era da Pista de S. Caetano, em Gaia e a parte competitiva iniciava-se em Figueiredo, Arouca, fazendo a conhecida Freitado Rali de Portugal ao contrário e, depois, Couto Esteves, já no concelho de Sever do Vouga, onde terminava a prova às três da manhã! Na altura não havia troços cronometrados, mas simcontroles apertados, isto é, tínhamos que andar depressa, na mesma. O papel do navegador era mais difícil que agora, pois tinha que tomar uma decisão importantíssima e no momento.Eu explico: como era impossível cumprir a média de 60km/h em estradas florestais de terra como estavam e sem mecos, a organização dizia que eram 3 kms mas, por vezes, seriam 4, o que ia dar uma média bastante superior a esses 60. Havia em cada controle uma tolerância de30 segundos o que provocava, por vezes, ser melhor esperar pelo minuto seguinte e controlar logo no início, para beneficiar dos 30 mais à frente, no controle seguinte. Era mesmo umadecisão momentânea de muita responsabilidade. AMM: O início da sua carreira acontece no lugar de co-piloto. Porquê a navegação? SP: Como disse atrás e apesar de ter muita vontade de guiar em ralis, não tive outra maneirade entrar e estar no desporto motorizado; apesar de, mais tarde, ter mostrado algum valor nasvitórias em perícias, hovercraft, numa prova extra de Karting em Leiria andei no início 3º atrásde dois pilotos de F1 (Tiago Monteiro e Pedro Matos Chaves Chaves), ter ganho uma corridaem 1977 no Circuito de Vila do Conde ou aquele 3º no Rali de Estarreja de 1980 e na décadapassada ter guiado o Peugeot 106 do Miguel Malafaya, nunca tive grandes hipóteses decompetir com um bom carro. Sendo assim, era melhor andar ao lado. AMM: Nessa estreia, alguma vez imaginou conseguir criar uma carreira tão vasta e tãoduradoura de 51 anos? SP: Era totalmente impossível nessa altura pensar nisso nem conseguir os Campeonatos e títulos que obtive. Tinha prometido em casa que, se ganhasse o título de navegadores em 87,iria parar, mas tive que aceitar o convite do João Santos para o acompanhar no Lância. Seria a minha estreia em 4WD… e assim continuei até agora. AMM: E qual é o segredo para se chegar a este invejável e admirável patamar? SP: O segredo foi ter a sorte de ter acompanhado grandes amigos e sempre com uma posturaprofissional e de uma forma divertida; se não fosse assim, não teria feito muitos ralis com osmesmos pilotos; só com o Pedro Matos Chaves foram 51! AMM: Mas a carreira do Sérgio passa também pelo volante, contando também com um ricopalmarés de provas enquanto piloto. Qual a função que mais gozo

Sébastien Ogier supremo no Rali de Monte Carlo

SÉBASTIEN OGIER SUPREMO NO RALI DE MONTE CARLO WRC 27 de Janeiro, 2025 E já são 10 as vitórias em Monte Carlo, um record batido por Sébastien Ogier, que confirma assim uma vez mais o estatuto de lenda dos ralis. O piloto da Toyota, navegado por Vincent Landais, começou o rali em força. Os troços noturnos do primeiro dia não intimidaram a dupla francesa que, ao desferir um forte ataque nas pec’s 1 e 2, instalaram-se no comando do rali. Porém, um pequeno deslize numa zona super escorregadia na terceira classificativa da noite levou à sua queda ao terceiro posto. Mas a dupla não baixou os braços e no segundo dia de prova partiram em busca do prejuízo para chegar ao comando do rali na oitava classificativa, posição que já não viriam a largar até ao final, conquistando o histórico resultado de 10 vitórias na prova monegasca ao qual somaram ainda os pontos da vitória na Power Stage. Logo atrás no segundo posto, Elfyn Evans e Scott Martin confirmaram também um excelente resultado conjunto da Toyota. A dupla britânica ainda passou pelo comando da prova e defendeu-se bem dos fortes ataques daquela que foi provavelmente a dupla sensação do rali. Além do degrau intermédio do pódio, Evans e Martin foram ainda os mais rápidos no “Super Sunday”, a classificação que atribui pontos extra às 5 equipas mais rápidas do último dia de rali bem como os segundos classificados da Power Stage. Na sua prova de estreia pela Hyundai no WRC, Adrien Fourmaux e Alex Coria brilharam ao cotarem-se como a melhor das formações do construtor coreano, passaram também eles pela liderança do rali e viriam a conquistar um sólido terceiro lugar final mostrando uma adaptação ao novo carro e à nova equipa que lhes dá excelentes indicadores para o futuro. Seguiram-se na classificação Kalle Rovanpera e Jonne Haltune. A dupla finlandesa, que regressa este ano a tempo inteiro ao campeonato, esteve “uns furos” abaixo do que seria expectável com o jovem piloto da Toyota a admitir não se sentir totalmente confortável com o carro nas difíceis classificativas de montanha. A dupla viria a redimir-se na derradeira etapa ao conseguir mostrar já algum ritmo semelhante ao dos homens da frente que lhe valeu o segundo posto do “Super Sunday” e ascender ao 4° lugar por troca com o segundo melhor Hyundai, este tripulado por Ott Tanak e Martin Jarveoja. Para a dupla da Estónia, este foi um rali bastante sofrido. Uma saída de estrada no segundo dia quase comprometeu totalmente o rali mas após esse momento Tanak e Jarveoja conseguiram melhorar o seu ritmo vencendo um total de 4 troços ate ao final, sendo contudo insuficiente para segurar os adversários diretos da Toyota. A encerrar o Top 6 terminaram os campeões em título Thierry Neuville e Martijn Whydaeghe. Os homens da Hyundai levam de Monte Carlo muitas histórias para contar e poucas boas recordações já que duas saídas de estrada no segundo dia (exatamente no mesmo local) levaram a uma queda abrupta na classificação geral e nas suas aspirações a um bom resultado. No sétimo posto final surge o melhor (e único) dos Ford Puma. Na sua estreia absoluta no escalão máximo, Josh McErlean e Eoin Treacy cumpriram exatamente o objetivo traçado: sem qualquer veleidade desportiva na classificação final desta prova de fogo, a dupla irlandesa teria apenas que somar quilómetros, aprender ao máximo e ganhar experiência aos comandos do Puma Rally1. Apesar de um inicio cauteloso e discreto, os jovens da M-Sport souberam escapar às dificuldades deste rali e paulatinamente foram escalando na classificação somando os primeiros pontos do ano. Mais azarados estiveram os seus colegas de equipa Gregoire Munster e Louis Loukka. Apesar de virem a fazer uma prova surpreendente, na qual inclusive venceram o primeiro troço das suas carreiras no WRC, Munster e Loukka viriam a sofrer um despiste no primeiro troço da derradeira etapa, surpreendidos por uma placa de gelo que atirou o Puma para lá dos limites da estrada. Também azarados estiveram Sami Pajari e Marko Salminen, vitimas também eles de uma saída de estrada que atirou o Toyota Yaris Rally1 para o fundo de uma ponte, tal como Takamoto Katsuta e Aaron Johnston, com sorte idêntica à dos seus colegas de equipa. Na WRC2 destaque para a vitória da Citroen com Yohan Rossel e Aranud Dunand a repetirem o resultado de 2024, secundados pelo Hyundai de Eric Camilli e Tibault de la Haye. O pódio final ficou completo com o mais novo do clã Rossel, Leo, navegado por Guillaume Mercoiret, a conquistar o pódio na sua estreia em Monte Carlo. A WRC3 foi um feudo quase perfeito de Arthur Pelamourgues e Bastien Pouget. A dupla do Renault Clio Rally3 apenas perdeu o comando da prova em 2 classificativas rubricando uma vitória sem mácula. Os italianos Matteo Fontana e Alessandro Arnaboldi levaram o seu Ford Fiesta Rally3 ao 2º lugar final enquanto Ghjuvanni Rossi e Kylian Sarmezan, também em Ford Fiesta, fecharam o pódio da competição. O Campeonato do Mundo de Ralis segue agora para o norte da Europa onde se disputará de 13 a 16 de Fevereiro o Rali da Suécia sob pisos de neve. CLASSIFICAÇÃO FINAL: https://www.ewrc-results.com/final/89918-rallye-automobile-monte-carlo-2025/ Alto Minho (2) WRC (3)