Crónica: O AM-Motores viveu por dentro o Rali da Bairrada

CRÓNICA: O AM-MOTORES VIVEU POR DENTRO O RALI DA BAIRRADA Alto Minho 5 de Março, 2025 Demorei um pouco mais a escrever este resumo do Rali da Bairrada porque as emoções foram tantas que a minha mente tem andado a esvoaçar no limbo das fantásticas memórias que a minha estreia em Vagos me proporcionou.E começo esta crónica precisamente pelo final, a viagem de regresso de Vagos para casa, em que dou por mim embrenhado nos pensamentos sobre tudo o que tinha acabado de vivenciar e a sorrir sozinho, feito um parvo, como um miúdo quando ganha o primeiro beijo da rapariga de quem gosta. E por isso a minha cabeça tem andado nas nuvens (calma gente, ninguém andou aos beijos em Vagos… é só uma metáfora). O André Cabeças foi doido o suficiente para me voltar a confiar as funções de navegador e confesso: sinto-me cada vez mais viciado nas sensações que aquele Fiesta transmite quando o André lhe faz aquilo que melhor sabe – espremer ao máximo as suas capacidades. Sobre o rali em si, já sabia de antemão que iria ser uma prova muito rápida onde se atingem velocidades bastante loucas. Se juntar a esse facto, também o fator novidade absoluta (para mim que nunca lá tinha estado), ficam reunidas as condições perfeitas para um desafio brutal. A super especial da Praia da Vagueira, admito, inicialmente não me suscitou muito interesse quando saiu o mapa do traçado. Depois dos reconhecimentos confirmei a ideia que tinha: um troço bastante técnico, labiríntico, com passeios e esquinas à espreita e à espera da visita inesperada de uma jante, e prontinhas a arruinar a prova de qualquer equipa mais incauta… mas vamos ao momento da verdade, o inicio do rali. E não é que afinal aquela super especial se tornou muito divertida de disputar?? A começar pela incrível moldura humana que encheu por completo aqueles arruamentos (cenário que se estendeu no segundo dia ao longo dos troços). Bom ritmo para começar, sempre com boa margem de segurança (longe dos passeios), e a tentar dar algum espetáculo consoante era possível. Estava concluída a dupla passagem pela especial e os sorrisos invadiam as nossas caras. O Fiesta mostrou-se um aliado excelente, irrepreensível, o André esteve muito forte e eu desfrutei como um menino. Terminávamos o primeiro dia com o 2° posto da classificação geral. Os nossos objetivos iniciais centravam-se sobretudo na classificação do Campeonato Centro mas não deixava-mos de lado a possibilidade de tentar algo à geral, embora conscientes de que o traçado super rápido do rali não era favorável para o Fiesta. Foi com esse objetivo na mente e com muita concentração que atacamos os quilómetros iniciais do segundo dia. Desde logo um ritmo muito elevado, sem cometer erros, percorremos a primeira passagem por Vagos PES 1 com sucesso e com satisfação pelo tempo conseguido. Nesta pec, acabaríamos por beneficiar dos problemas que o Miguel Caires e o Jet sentiram, o que nos permitiu ascender à liderança absoluta do rali. E a partir daqui tornamo-nos na lebre em fuga perante a feroz perseguição e recuperação das equipas adversárias. No troço seguinte, a primeira passagem por Vagos ZIV, o ritmo foi igual. Aquelas longas retas, muito penosas para a menor velocidade do Fiesta, eram depois compensadas na segunda metade do troço, mais técnica e mais favorável à agilidade do maquinão e dessa forma continuávamos na frente do rali. Tudo a correr impecavelmente bem, o carro, fabuloso e a motivação em alta. Seguimos viagem para “PES 2” mas viria a ser cancelada devido a óleo na estrada dando por concluída a secção matinal. Após a pausa do meio-dia, o menu da tarde era servido sob a forma de dupla passagem pelo troço maior, o “tal” da Zona Industrial com aquelas intermináveis retas, intercaladas pela derradeira passagem por Vagos PES. Atrás de nós seguiam o Miguel Caires e o Jet Carvalho, mas sobretudo o Jorge Perez e o Manuel Raído, “furiosos” atrás do prejuízo a levar o fabuloso Porsche num ritmo endiabrado e eram pouco mais de 13 os segundos que levávamos de vantagem. Iria ser preciso “dar tudo” nesta secção da tarde se quiséssemos continuar a sonhar com a vitória absoluta. Concentração ao máximo! “Vamos fazer isto, mas vamos fazê-lo bem e se não conseguirmos não será por falha nossa”… estava definida a estratégia e foi num ritmo diabólico que entramos na pec 5. Tudo estava a correr pelo melhor (o tempo no primeiro parcial confirma) mas eis que de repente soam os alarmes: vemos gente a mandar parar, agentes da GNR, comissários de posto… o azar bateu à porta do José Gomes e da Milene Guerreiro e a prioridade era perceber se estava tudo bem com eles. Felizmente sim! Prestado o auxílio e alertada a direção de prova, conforme manda a regra, seguimos em marcha lenta até ao final, para retomar a prova no troço seguinte, mas esta incidência originou uma paragem de cerca de 40 minutos junto à partida de Vagos PES 3, ou seja, pneus frios, travagem fria, ritmo quebrado… mas que se lixe, não vamos baixar os braços! 3, 2, 1…. voámos! Travagens no limite, rotações no máximo, ritmo frenético, a aproveitar todos os bocadinhos de estrada… troço concluído, melhoramos o nosso próprio registo o que é muito bom, mas a concorrência vinha muito forte e a nossa vantagem era agora de cerca de 10 segundos quando ficava a faltar apenas um troço. E agora…? Agora, é dar o máximo. Não há escolha, é dar o máximo e tentar. Foi aqui neste derradeiro troço que a loucura esteve à vista. Ritmo diabólico, travagens no limite, velocidades absolutamente absurdas, ritmo de notas como nunca tinha experienciado antes e uma pilotagem do André, de se lhe tirar o chapéu, provavelmente a melhor pilotagem que alguma vez vi no André. Que rei! Que talento! Voltamos a voar, agora literalmente quando até em duas rodas andamos, no limite mesmo. Que classificativa! O troço das nossas vidas… inesquecível! Estava feita a nossa parte, restava aguardar
Silvasmotorsport e N.A. Rally Team unem esforços para a nova época

SILVASMOTORSPORT E N.A. RALLY TEAM UNEM ESFORÇOS PARA A NOVA ÉPOCA Alto Minho 24 de Fevereiro, 2025 Foi no conhecido troço do Aeródromo da Maia que as duplas Joel Silva / Ricardo Pinheiro e Nuno Araújo / Pedro Cabral fizeram os primeiros quilómetros de preparação para a temporada de 2025. As formações de Viana do Castelo têm delineado um programa desportivo em conjunto, centrado sobretudo na zona norte reforçando a motivação e a ambição de consolidar em resultados toda a aprendizagem conseguida até agora. Joel Silva, piloto da Silvasmotorsport refere que “os objetivos para este ano passam por tentar ser um pouco mais competitivos. Nos anos anteriores fomos somando quilómetros, muitos ensinamentos e adaptação à modalidade e ao carro, portanto sentimos que todo esse trabalho nos pode tornar um pouco mais ambiciosos em termos de resultados, embora conscientes de que a aprendizagem é continua e é muito importante não entrar em loucuras para podermos terminar provas, evoluir e não comprometer a época com algum eventual deslize.” Para este ano, Ricardo Pinheiro e Tiago Silva vão continuar a repartir a navegação a bordo do habitual Citroen Saxo que irá exibir nova decoração. Por seu lado, e depois de ter competido com um Peugeot 106 nos últimos anos, Nuno Araújo adquiriu um novo e mais competitivo Citroen Saxo, esperando que esta nova aposta possa capitalizar mais e melhores resultados. O programa desportivo de ambas as equipas têm início no final de Maio com a presença no Rali de Famalicão, seguindo-se as participações no Penafiel Racing Fest e na grande novidade deste ano, o Portugal Rally Series – Ponte de Lima, a disputar em Julho. Após a pausa de Verão, os pilotos vianenses esperam ainda marcar presença na Rampa de Santa Luzia, no Vizela Motor Festival e no regressado Rali de Viana do Castelo. Joel Silva pretende encerrar o seu programa desportivo com a inédita presença no Rallylegends Luso Buçaco, enquanto do programa de Nuno Araújo contam ainda as presenças no Rali de Santo Tirso e na Rampa Monte do Faro. “Não podemos deixar de agradecer a todos os nossos parceiros pela confiança, vamos dar o nosso melhor prova a prova para dignificar o nome de todos quantos nos apoiam”, refere Joel Silva, para quem “é igualmente importante agradecer à família e amigos, bem como aos nossos parceiros Nuno Araújo e Pedro Cabral, da N. A. Rally Team, com quem iremos unir esforços para que esta época seja pautada pelo sucesso.” NOTA: FOTO E TEXTO A.I. Alto Minho (6) Entrevistas (1) WRC (4)
Mariana Afonso vence em Santa Marta de Penaguião

MARIANA AFONSO VENCE EM SANTA MARTA DE PENAGUIÃO Alto Minho 17 de Fevereiro, 2025 A primeira jornada dupla do Campeonato Nacional de Enduro teve lugar este fim-de-semana em Santa Marta de Penaguião, numa organização a cargo do experiente Filipe Sampaio e da Associação Natureza Extreme. A prova decorreu num exigente percurso de 56 kms (especiais incluídas), atravessando as sempre belíssimas paisagens do Alto Douro. Com partida na emblemática Praça do Município, a caravana seguiu até Nossa Senhora do Viso, em Fontes, onde os pilotos enfrentaram as três especiais que marcaram esta jornada. A competição revelou-se intensa e repleta de emoção, com grandes desempenhos individuais ao longo do fim de semana. Entre os destaques, Mariana Afonso demonstrou desde o primeiro dia uma enorme determinação e vontade de vencer. A piloto brilhou especialmente na extreme test, onde evidenciou uma clara superioridade. Melhorando a sua performance em relação à jornada inaugural em Góis, Mariana impôs-se no sábado, superando a experiente britânica Nieve Holmes. No domingo, o duelo entre as duas pilotos manteve-se renhido, com Mariana a vencer algumas das especiais do dia. No entanto, desta vez foi Holmes quem levou a melhor, relegando a portuguesa para a segunda posição. No cálculo global da jornada dupla, o saldo foi positivo para Mariana Afonso, que conquistou a vitória no conjunto dos dois dias e saiu de Santa Marta de Penaguião com uma dose extra de motivação. No final, a piloto de Viana do Castelo expressou a sua satisfação com o desempenho alcançado: “Estou super contente com este incrível fim de semana de corridas em Santa Marta de Penaguião! Desde o início senti-me muito bem nestas especiais fantásticas e, volta após volta, consegui evoluir, o que me permitiu levar para casa a vitória no cômputo geral. Agora, o foco está na próxima corrida para continuar a melhorar e conquistar ainda mais”. A competição segue agora para o Alentejo a 16 de março. A bonita vila medieval de Monsaraz será palco da terceira jornada pontuável para o campeonato. Estas e outras informações em: www.facebook.com/MarianaAfonsoAtleta Texto: Evo-press Fotos: CSA Photos Alto Minho (5) Entrevistas (1) WRC (4)